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56ª Feira do Livro de Porto Alegre
 

04.06.2010
Feira Inteira - há 55 anos


A Câmara Rio-grandense do Livro (CRL) estuda juntamente com a Prefeitura de Porto Alegre a melhor solução para facilitar o acesso do público às diferentes áreas da Feira do Livro deste ano, especialmente a ligação entre as instalações da rua dos Andradas com a Sete de Setembro e o restante da praça.

Em reunião de dirigentes da Câmara Rio-grandense do Livro com o prefeito José Fortunatti, o secretário municipal da cultura, Sérgius Gonzaga e a secretária adjunta da cultura, Ana Fagundes, na última semana, ficou acertada a busca de alternativas que não interfiram na exposição das bancas nem na circulação do público da Feria do Livro.

O Prefeito determinou que a Secretaria de Obras e a Secretaria da Cultura organizem reunião com a empreiteira, o Projeto Monumenta e a CRL para definir precisamente o espaço que permanecerá com obras e as áreas liberadas para a Feira. Também foi solicitado ao Prefeito que determine a agilização dos processos relacionados à obra e ao evento em todas as áreas da prefeitura.

Obras vão alterar somente a paisagem em parte da Praça da Alfândega

Para a CRL, o andamento da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre está normalizado e não irá sofrer nenhuma modificação de seu cronograma, programação ou quantidade de estandes previstos para a edição deste ano. O estudo para o uso da Praça da Alfândega prevê o aproveitamento máximo dos espaços disponíveis, sendo a maior preocupação da entidade buscar as melhores condições para a circulação do público.

A comissão de infra-estrutura da Feira do Livro estuda todas as possibilidades para redistribuição dos espaços físicos, garantindo a permanência na praça da totalidade dos expositores da área geral.

A coordenadora do projeto Monumenta, Briane Bicca declarou à imprensa que até a data da Feira do Livro, será possível somente a entrega do trecho que compreende o calçadão da rua Sete de Setembro até o Cais do Porto. A coordenadora afirma que as obras, previstas para finalização em agosto, seguirão até o final do ano, por problemas surgidos no decorrer da obra.

Os trechos que seguirão bloqueados são os jardins entre a Andradas e a Sete de Setembro e entorno do monumento ao General Osório. Apenas essa área do eixo do monumento era usada em edições anteriores pela Feira.

A Feira e a Praça

Em 23 de abril deste ano, no Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, a Feira do Livro de Porto Alegre foi declarada como patrimônio imaterial da cidade, pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural da Capital, o COMPAHC. A distinção, segundo o próprio Conselho, teve como uma das principais características a localização: "É igualmente importante para o presente registro o fato de ela ter sido implantada na Praça da Alfândega, um dos mais destacados conjuntos arquitetônicos do Centro Histórico da cidade, patrimônio cultural nacional", escreveu o técnico em Cultura da História, Tagôre Vieira Rodrigues, em ofício recebido na ocasião.

A Feira do Livro de Porto Alegre foi o primeiro bem cultural de natureza imaterial a integrar o Livro de Registro dos Lugares, por ser um evento cultural ao ar livre e que se presentifica num determinado espaço, a Praça da Alfândega.

Para o presidente da CRL, João Carneiro, a distinção complementa o pensamento coletivo a respeito da Feira, maior evento literário a céu aberto do continente americano: "Temos um encontro há 55 anos no mesmo local, portanto, é uma tradição de todos os gaúchos e visitantes a presença da Feira dentro da Praça. Mesmo com as obras, esperamos adaptar os espaços, para termos mais uma edição da Feira que agrade a todos, tanto os freqüentadores assíduos, como os que virão conhecer o evento pela primeira vez" diz.


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